Meu novo DNA
Desde
meus velhos tempos de menina, quando me apresentaram o significado das letras,
os livros começaram a fazer parte da minha vida e a Bíblia passou a ser um
referencial constante para mim. Através da leitura viajo por mundos
desconhecidos, sacio curiosidades e minha mente se abre para novos caminhos e
desafios.
Hoje,
já não tenho mais acesso às bibliotecas da escola, mas as livrarias me atraem
de uma tal maneira que, com freqüência, meu marido se obriga a me distrair para
outras vitrines... Mas é na minha velha Bíblia que sempre encontro as
verdadeiras respostas para as inquietações da minha alma. Entender os porquês
das dores humanas sempre me impulsionou a novos saberes. Amo gente, pessoas de
todos os jeitos, de todas as raças e matizes; se percebo nelas o abatimento
próprio das marcas deixadas pela vida, não tem como ficar indiferente, apática.
Sinto dentro de mim um desconforto imenso se não puder ouvi-las, ajudá-las, compreendê-las,
minimizar tal sofrimento e dor, geralmente decorrentes de uma auto-estima
baixa.
A
psicologia, a filosofia ou as religiões, não ofereceram respostas às minhas
indagações. Sempre foi no “manual do fabricante”, na Bíblia Sagrada, que
encontrei os segredos para uma auto-estima positiva e o verdadeiro propósito da
vida.
Auto-estima
é a opinião ou o sentimento que cada pessoa tem a respeito de si mesma. É a
consciência do valor pessoal, formada desde as primeiras experiências de vida,
de como interpreta as expressões de cuidado e afeto. É o conceito, o amor e a
aceitação de si mesmo de maneira incondicional. A auto-estima formata o senso
de competência, de valor próprio, de auto-respeito e auto-confiança. Na auto-estima
baixa há um empobrecimento, um enfraquecimento de tais sentimentos.
Uma
pessoa com auto-estima baixa sente-se inadequada e indigna como pessoa, não
merecedora de ser amada e respeitada; sente angústia, irritação, inveja, ciúme,
intolerância, hipersensibilidade, impaciência, dependência doentia,
dificuldades para aceitar expressões de afeto, com fortes sentimentos de
rejeição e solidão, além da impotência para enfrentar dificuldades, perdas e
desafios.
A
Bíblia nos diz que somos o resultado dos nossos pensamentos (Pv.27:7). Se a
nossa mente divaga em pensamentos de desesperança e derrota, é certo que teremos
fracassos e desilusões. O ser humano ama seus hábitos. Pensar errado é um
hábito que nos faz agir de maneira errada. A Bíblia nos diz que a nossa mente
precisa ser transformada, que os nossos pensamentos e atitudes precisam ser gerenciados
e renovados cada dia.
Todos
nós, indistintamente, quando viemos a Jesus tínhamos uma cabeça enferma, e as estruturas
dos nossos pensamentos eram equivocadas porque não conhecíamos a Deus. Mas Ele
nos atrai com laços de amor e nos torna Seus filhos amados. Ele nos instrui,
nos ensina e nos encoraja através da Bíblia! Não há mais razão para temermos!
Não tem porquê nos sentirmos pequenos, diminuídos, fracos e impotentes!
Quanto
mais conhecermos o Senhor, mais desfrutaremos de saúde espiritual, emocional e,
conseqüentemente, de saúde física! À medida que nos submetemos à Sua perfeita
vontade, os pensamentos pecaminosos e doentios de desvalia e incredulidade vão
sendo substituídos por pensamentos bíblicos de saúde, fé e ousadia. Fortalezas
se rompem dentro de nós e nos tornamos mais livres, mais alegres, otimistas,
desfrutando da vida abundante que Jesus nos oferece gratuitamente.
Venha! Beba da água da
vida e do seu interior fluirão rios de água viva!
Você
tem acesso a todas as bênçãos que o Pai tem reservadas para os Seus filhos! Não
devemos alimentar nos nossos corações sentimentos de amargura como Mical, que
criticou Davi quando este alegremente dançava e celebrava o nome do Senhor
diante da Arca da Aliança. Mical era esposa do rei, mas se sentia inferiorizada
porque seu pai a usava como moeda de troca.
Mas
com Ana, aprendemos que as palavras de depreciação e desprezo proferidas contra
nós não têm o poder de nos deter ou destruir. Assim como ela, não podemos
alimentar mágoas, nem sentir pena de nós mesmos – isso nos causará depressão,
doença comum do mundo moderno. A religiosidade e o comodismo não a detiveram.
Ela se levantou e não se conformou: creu e recorreu ao Único capaz de torná-la
fértil, fazendo-Lhe um voto. A Ele, abriu o seu coração em pranto. Pediu de maneira
insistente, expondo sua dor e foi atendida. Cumpriu o voto com um cântico que
expressa toda a alegria que invade a sua vida.
A
oração é o lugar certo para os desabafos da nossa alma. Quando derramamos
diante do Pai as nossas inquietações, preocupações e a nossa incompetência em
lidar com os problemas da vida, é certo que Ele nos socorre e nos ajuda. Jesus
é o bálsamo perfeito, o remédio eficaz para todo e qualquer sofrimento.
Amigos
podem nos abandonar, companheiros podem nos trair, nossos projetos podem
fracassar, nossos planos podem ruir. Nem mesmo podemos nos prender em nossos
próprios sentimentos, que são instáveis e passageiros. O caminho que Deus tem
para nós é o melhor, é perfeito. É Ele “quem
levanta do pó o necessitado e ergue do lixo o pobre para fazê-los sentar-se
como príncipes do seu povo...” (Sl.113:7-9).
“Porque sou Eu é que conheço os planos que
tenho para vocês, diz o Senhor, planos de fazê-los prosperar e não lhes causar
dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro” (Jr.29:11).
No
livro, “Eu, Maria”, discutimos exatamente esse assunto: todos os pensamentos
negativos a seu respeito, são mentiras não confrontadas. Essas mentiras formam
estruturas e fortalezas na sua mente, onde o inimigo concentra forças para que
elas não se rompam, mantendo você no cativeiro da desilusão e da auto-estima
baixa.
Na
nossa nova vida em Cristo precisamos desafiar tais pensamentos à luz da Palavra
de Deus e rejeitá-los.
Em
Romanos 12, Paulo nos alerta para a necessidade de “transformação e renovação da nossa mente para que sejamos capazes de
experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” nas
nossas vidas. E ainda: “Ninguém tenha de
si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter, mas, ao contrário tenha um
conceito equilibrado...”.
Renovar
não é remendar, mas tornar novo outra vez. Em Cristo, “tudo se fez novo”. Nesta nova vida temos um novo DNA (Ef. 2:4-10),
não mais com a natureza de pecado, mas de santidade como é santo o nosso Pai
celestial! A velha biografia feita de experiências traumáticas de sofrimento é
substituída por uma vida mais que vencedora, mais que abundante por causa da
Sua graça e amor! Honra e glória sejam dadas a Ele, Autor e Consumador da nossa
fé!