sábado, 19 de setembro de 2015

Meu novo DNA

Desde meus velhos tempos de menina, quando me apresentaram o significado das letras, os livros começaram a fazer parte da minha vida e a Bíblia passou a ser um referencial constante para mim. Através da leitura viajo por mundos desconhecidos, sacio curiosidades e minha mente se abre para novos caminhos e desafios.
Hoje, já não tenho mais acesso às bibliotecas da escola, mas as livrarias me atraem de uma tal maneira que, com freqüência, meu marido se obriga a me distrair para outras vitrines... Mas é na minha velha Bíblia que sempre encontro as verdadeiras respostas para as inquietações da minha alma. Entender os porquês das dores humanas sempre me impulsionou a novos saberes. Amo gente, pessoas de todos os jeitos, de todas as raças e matizes; se percebo nelas o abatimento próprio das marcas deixadas pela vida, não tem como ficar indiferente, apática. Sinto dentro de mim um desconforto imenso se não puder ouvi-las, ajudá-las, compreendê-las, minimizar tal sofrimento e dor, geralmente decorrentes de uma auto-estima baixa.
A psicologia, a filosofia ou as religiões, não ofereceram respostas às minhas indagações. Sempre foi no “manual do fabricante”, na Bíblia Sagrada, que encontrei os segredos para uma auto-estima positiva e o verdadeiro propósito da vida.
Auto-estima é a opinião ou o sentimento que cada pessoa tem a respeito de si mesma. É a consciência do valor pessoal, formada desde as primeiras experiências de vida, de como interpreta as expressões de cuidado e afeto. É o conceito, o amor e a aceitação de si mesmo de maneira incondicional. A auto-estima formata o senso de competência, de valor próprio, de auto-respeito e auto-confiança. Na auto-estima baixa há um empobrecimento, um enfraquecimento de tais sentimentos.
Uma pessoa com auto-estima baixa sente-se inadequada e indigna como pessoa, não merecedora de ser amada e respeitada; sente angústia, irritação, inveja, ciúme, intolerância, hipersensibilidade, impaciência, dependência doentia, dificuldades para aceitar expressões de afeto, com fortes sentimentos de rejeição e solidão, além da impotência para enfrentar dificuldades, perdas e desafios.
A Bíblia nos diz que somos o resultado dos nossos pensamentos (Pv.27:7). Se a nossa mente divaga em pensamentos de desesperança e derrota, é certo que teremos fracassos e desilusões. O ser humano ama seus hábitos. Pensar errado é um hábito que nos faz agir de maneira errada. A Bíblia nos diz que a nossa mente precisa ser transformada, que os nossos pensamentos e atitudes precisam ser gerenciados e renovados cada dia.
Todos nós, indistintamente, quando viemos a Jesus tínhamos uma cabeça enferma, e as estruturas dos nossos pensamentos eram equivocadas porque não conhecíamos a Deus. Mas Ele nos atrai com laços de amor e nos torna Seus filhos amados. Ele nos instrui, nos ensina e nos encoraja através da Bíblia! Não há mais razão para temermos! Não tem porquê nos sentirmos pequenos, diminuídos, fracos e impotentes!
Quanto mais conhecermos o Senhor, mais desfrutaremos de saúde espiritual, emocional e, conseqüentemente, de saúde física! À medida que nos submetemos à Sua perfeita vontade, os pensamentos pecaminosos e doentios de desvalia e incredulidade vão sendo substituídos por pensamentos bíblicos de saúde, fé e ousadia. Fortalezas se rompem dentro de nós e nos tornamos mais livres, mais alegres, otimistas, desfrutando da vida abundante que Jesus nos oferece gratuitamente.

Venha! Beba da água da vida e do seu interior fluirão rios de água viva!

Você tem acesso a todas as bênçãos que o Pai tem reservadas para os Seus filhos! Não devemos alimentar nos nossos corações sentimentos de amargura como Mical, que criticou Davi quando este alegremente dançava e celebrava o nome do Senhor diante da Arca da Aliança. Mical era esposa do rei, mas se sentia inferiorizada porque seu pai a usava como moeda de troca.  
Mas com Ana, aprendemos que as palavras de depreciação e desprezo proferidas contra nós não têm o poder de nos deter ou destruir. Assim como ela, não podemos alimentar mágoas, nem sentir pena de nós mesmos – isso nos causará depressão, doença comum do mundo moderno. A religiosidade e o comodismo não a detiveram. Ela se levantou e não se conformou: creu e recorreu ao Único capaz de torná-la fértil, fazendo-Lhe um voto. A Ele, abriu o seu coração em pranto. Pediu de maneira insistente, expondo sua dor e foi atendida. Cumpriu o voto com um cântico que expressa toda a alegria que invade a sua vida.
A oração é o lugar certo para os desabafos da nossa alma. Quando derramamos diante do Pai as nossas inquietações, preocupações e a nossa incompetência em lidar com os problemas da vida, é certo que Ele nos socorre e nos ajuda. Jesus é o bálsamo perfeito, o remédio eficaz para todo e qualquer sofrimento.
Amigos podem nos abandonar, companheiros podem nos trair, nossos projetos podem fracassar, nossos planos podem ruir. Nem mesmo podemos nos prender em nossos próprios sentimentos, que são instáveis e passageiros. O caminho que Deus tem para nós é o melhor, é perfeito. É Ele “quem levanta do pó o necessitado e ergue do lixo o pobre para fazê-los sentar-se como príncipes do seu povo...” (Sl.113:7-9).

Porque sou Eu é que conheço os planos que tenho para vocês, diz o Senhor, planos de fazê-los prosperar e não lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro” (Jr.29:11).

No livro, “Eu, Maria”, discutimos exatamente esse assunto: todos os pensamentos negativos a seu respeito, são mentiras não confrontadas. Essas mentiras formam estruturas e fortalezas na sua mente, onde o inimigo concentra forças para que elas não se rompam, mantendo você no cativeiro da desilusão e da auto-estima baixa.
Na nossa nova vida em Cristo precisamos desafiar tais pensamentos à luz da Palavra de Deus e rejeitá-los.
Em Romanos 12, Paulo nos alerta para a necessidade de “transformação e renovação da nossa mente para que sejamos capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” nas nossas vidas. E ainda: “Ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter, mas, ao contrário tenha um conceito equilibrado...”.
Renovar não é remendar, mas tornar novo outra vez. Em Cristo, “tudo se fez novo”. Nesta nova vida temos um novo DNA (Ef. 2:4-10), não mais com a natureza de pecado, mas de santidade como é santo o nosso Pai celestial! A velha biografia feita de experiências traumáticas de sofrimento é substituída por uma vida mais que vencedora, mais que abundante por causa da Sua graça e amor! Honra e glória sejam dadas a Ele, Autor e Consumador da nossa fé!


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